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Palestrantes para o Setembro Amarelo nas empresas

Setembro Amarelo virou item de calendário do RH — e um campo minado quando mal conduzido. Veja como falar de saúde mental com cuidado e 11 palestrantes reais para a sua campanha.

Foto de Marina Castro

Marina Castro

Editora de Eventos Corporativos

·9 min de leitura
Colega apoia com a mão no ombro outra pessoa durante uma conversa no escritório, cena de escuta e acolhimento como em uma ação de palestrante no Setembro Amarelo
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Todo mês de setembro os corredores ganham laço amarelo, o fundo do e-mail muda de cor e alguém do RH fecha, em cima da hora, uma palestra de Setembro Amarelo. A intenção é boa. O problema é quando a campanha começa e termina aí — no laço e no palco de um dia. Saúde mental não cabe numa tarde, e um palestrante mal escolhido faz mais barulho do que efeito.

O Setembro Amarelo deixou de ser campanha de mural e virou item de calendário do RH — muitas vezes dentro da própria SIPAT. Com a nova NR-1, que colocou os riscos psicossociais no centro da gestão de saúde e segurança, o assunto ganhou peso de obrigação, não só de boa vontade. E isso muda a régua de quem sobe ao palco: a plateia de 2026 percebe em minutos a diferença entre quem tem repertório e quem veio recitar autoajuda.

Este texto é o que usamos na Athenas para ajudar empresas a montar a campanha: por que o tema pede cuidado redobrado, como escolher o perfil certo e onze palestrantes reais de saúde mental do nosso catálogo — todos com trajetória verificável, não nome de prateleira.

10/setDia Mundial de Prevenção ao Suicídio
Desde 2015Setembro Amarelo no Brasil
188CVV — apoio emocional 24h, gratuito

Por que o Setembro Amarelo chegou ao RH

O Setembro Amarelo nasceu em 2015, por iniciativa do CVV, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria, ancorado no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro. Por anos, ficou restrito a cartazes e postagens. O que mudou foi o mundo do trabalho ao redor dele.

Desde 26 de maio de 2026, a fiscalização dos riscos psicossociais previstos na NR-1 deixou de ser educativa e passou a ser punitiva. Sobrecarga, metas inalcançáveis, assédio e jornadas extenuantes viraram risco documentável, com plano de ação e monitoramento. Nesse cenário, o Setembro Amarelo parou de ser gentileza do RH e passou a ser a vitrine mais visível de uma política de cuidado que precisa existir o ano inteiro. Explicamos a régua completa no guia NR-1 e saúde mental no trabalho.

Falar de suicídio no trabalho exige cuidado

Aqui está a diferença entre o Setembro Amarelo e qualquer outra data do calendário corporativo: o tema, mal conduzido, pode ferir quem se pretendia ajudar. Não é exagero — é o que a comunicação responsável em prevenção alerta há anos. Por isso, antes de pensar em nome famoso, vale alinhar o que uma palestra do tema não pode fazer.

  • Não detalhar métodos nem dramatizar a dor. O foco é fator de proteção: vínculo, escuta, ajuda profissional, sinais de alerta em si e no colega.
  • Não transformar sofrimento em lição de superação simples. "Bastava querer" é a mensagem que mais machuca quem não conseguiu.
  • Não deixar a plateia sem saída. Onde buscar ajuda precisa estar visível — o CVV pelo 188, gratuito e 24h, e os canais internos de apoio da empresa.

Isso não significa evitar o assunto. Significa entregá-lo a quem tem bagagem para sustentá-lo — repertório clínico, vivência real ou os dois. Um comunicador genérico falando de "pensar positivo" num tema desses não é neutro: é arriscado.

A pior palestra de Setembro Amarelo que eu já vi terminou com todo mundo aplaudindo e ninguém sabendo para onde ligar. Emocionou e não protegeu.

Gerente de RH · cliente Athenas

Três perfis de palestrante — e quando usar cada um

Não existe o "melhor palestrante de Setembro Amarelo" no abstrato. Existe o perfil certo para o objetivo daquele momento da campanha. Na prática, eles se dividem em três.

Autoridade técnica

Psiquiatras, psicólogos e neurocientistas. Trazem credibilidade e respondem às perguntas difíceis da plateia sem escorregar. É o perfil que dá segurança para abrir a campanha e sustentar o tema com base científica — especialmente diante de públicos mais céticos ou técnicos.

Prova de vida

Quem passou por um esgotamento, uma crise ou um limite extremo e reconstruiu o caminho. Conecta pela verdade, não pelo slide. Funciona bem quando a história mostra o processo inteiro — inclusive a ajuda que a pessoa buscou —, e não um final heroico solto.

Cultura e liderança

Especialistas em bem-estar corporativo e liderança humanizada, que traduzem o tema para a rotina de gestão: como o líder percebe um time adoecendo, como abrir conversa, como o clima vira risco. É o perfil que faz a campanha não morrer em 30 de setembro.

Palestrantes para o Setembro Amarelo: 11 nomes reais

A seleção abaixo cobre os três perfis. Todos são palestrantes reais do catálogo da Athenas, com trajetória verificável — do consultório à redação, do laboratório à montanha. Uma boa campanha costuma combinar dois ou três deles ao longo do mês, não um só.

Dr. Jairo Bouer — autoridade que fala fácil

Médico psiquiatra formado pela USP e comunicador com décadas de mídia, Jairo Bouertraduz saúde mental para o público geral sem perder o rigor clínico. "Saúde mental se cuida todo dia, em pequenas atitudes e em conversas honestas", é como ele resume. Nome forte para abrir a campanha com credibilidade médica e linguagem acessível.

Izabella Camargo — o burnout que virou bandeira

Jornalista de televisão que viveu um episódio de burnout e transformou a experiência em movimento de conscientização, Izabella Camargo é uma das vozes mais reconhecidas do país em esgotamento e produtividade sustentável. Prova de vida sem clichê, ideal para plateias que precisam se ver na história. Ela ajuda a separar motivação de saúde mental — tema que exploramos em palestra de motivação ou de saúde mental?

Alexandre Coimbra Amaral — a delicadeza como coragem

Psicólogo e terapeuta familiar, Alexandre Coimbraé referência em saúde emocional e relações humanas, reconhecido por traduzir a psicologia em reflexões claras e sensíveis. "A delicadeza humana é um ato de coragem" resume o tom — exatamente o que o tema pede.

Eslen Delanogare — a ciência do cérebro sem enrolação

Neurocientista e psicólogo, Eslen Delanogare é um dos principais divulgadores científicos do Brasil em comportamento humano e saúde mental. Transforma a ciência do cérebro em conteúdo prático e aplicável — o perfil certo para conquistar plateias mais técnicas e desconfiadas de discurso pronto.

Renata Rivetti — bem-estar que sustenta resultado

Fundadora da Reconnect e especialista em felicidade corporativa, Renata Rivetti une neurociência e psicologia positiva para mostrar que bem-estar não é o oposto de performance — é o que a sustenta. Excelente para envolver a liderança no argumento de que cuidar de gente é decisão de negócio.

Léo Fraiman — propósito e equilíbrio de verdade

Psicoterapeuta e autor, Léo Fraiman é referência em desenvolvimento humano e educação socioemocional. Trabalha propósito, equilíbrio entre vida e carreira e resiliência com ferramentas práticas para líderes e equipes — útil quando a campanha quer ir além da data.

Carla Galo — comunicação sensível e comportamento

Psicóloga e especialista em comportamento humano, Carla Galo foca inteligência emocional e desenvolvimento pessoal com uma comunicação clara e voltada à transformação real. Boa escolha para conversas sobre autoconhecimento e relações no trabalho.

Laura Müller — temas sensíveis com rigor

Psicóloga e comunicadora, Laura Müller é referência em saúde emocional e relações, reconhecida por tratar assuntos delicados com clareza e base científica. Ajuda a construir a ideia de ambiente seguro, pré-requisito para qualquer conversa honesta sobre saúde mental.

Floriano Serra — a liderança como primeira linha de cuidado

Psicólogo com mais de 30 anos de RH e ex-diretor de Qualidade de Vida na APSEN, Floriano Serra aborda liderança humanizada e inteligência emocional com pé no chão corporativo. Ideal para o recorte que mais falta nas campanhas: o papel do gestor em perceber e acolher um time que adoece.

Ana Boscarioli — superação com processo, não milagre

Médica cirurgiã e alpinista, primeira brasileira a alcançar cumes acima de 8.000 metros, Ana Boscarioli fala de resiliência e limite a partir de uma trajetória concreta de preparação e disciplina. Prova de vida que inspira sem romantizar — desde que emoldurada dentro da conversa maior sobre cuidado.

Mariana Ferrão — cuidar de gente como estratégia

Jornalista e apresentadora especializada em saúde integral, Mariana Ferrãoconecta bem-estar, comportamento e negócio com a mensagem de que "cuidar de gente é a estratégia mais inteligente que existe". Boa ponte entre a pauta humana e a linguagem da diretoria.

Além do dia da palestra: a campanha que dura

A palestra é o ponto alto, não o ponto final. As campanhas de Setembro Amarelo que deixam marca têm em comum o fato de não terminarem no dia 30. Alguns movimentos simples separam a ação séria da tarde bonita:

  1. Prepare a liderança antes. De nada adianta a palestra se o gestor não sabe o que fazer quando alguém do time procura ajuda. Uma conversa fechada com líderes, uma semana antes, multiplica o efeito.
  2. Deixe o caminho da ajuda visível. Canal interno de apoio, plano de saúde, CVV pelo 188. Repetido em vários pontos de contato, não só num slide que passa rápido.
  3. Amarre ao plano de riscos psicossociais. A campanha é a face pública do trabalho que a NR-1 exige o ano inteiro. Sem essa âncora, ela vira evento solto.
  4. Meça e continue. Procura pelo canal de apoio, participação, clima. Setembro é a largada de uma conversa, não o mês em que ela acontece e some.

Se a campanha nasce dentro da SIPAT, vale ler também como escolher os palestrantes para a SIPAT por perfil, e por que o julho de conscientização já prepara o terreno — tema do texto sobre Julho e a saúde mental no trabalho. Para conhecer o time completo, a página de palestrantes de saúde mental reúne os nomes por especialidade.

O melhor Setembro Amarelo não é o que tem o palestrante mais famoso. É o que, em outubro, deixou pelo menos uma pessoa sabendo que não precisa carregar sozinha — e sabendo exatamente para onde ligar.

No fim, organizar o Setembro Amarelo em 2026 é menos sobre encher uma data e mais sobre fazer escolhas com responsabilidade. O perfil certo para cada momento, um palestrante com repertório real — não com slide reaproveitado — e uma estrutura por trás que transforma o mês mais amarelo do calendário em prova de que a empresa cuida de gente de verdade, e não só em setembro.

Perguntas frequentes

Quando começar a organizar a palestra de Setembro Amarelo?

Quanto antes. A agenda dos bons palestrantes de saúde mental lota entre setembro e novembro, porque a data concorre com SIPAT, convenções de fim de ano e as próprias campanhas de outras empresas. Quem fecha o nome em julho ou agosto garante a data que quer e costuma negociar cachê melhor. Deixar para o fim de agosto é aceitar a agenda que sobrou.

Quanto custa um palestrante para o Setembro Amarelo?

Varia muito conforme o perfil. Um psicólogo ou especialista regional fica na casa dos milhares de reais; um nome midiático, com case de mídia ou trajetória de superação, pode passar de cinco dígitos. O que mais pesa no orçamento raramente é o cachê em si, e sim a logística — deslocamento, hospedagem e o formato (presencial, on-line ou híbrido). Uma curadoria ajuda a calibrar o nome à verba real antes de você se apaixonar por quem não cabe.

Uma palestra de Setembro Amarelo cumpre a NR-1?

Não. A NR-1 exige inventário de riscos psicossociais, plano de ação e monitoramento dentro do PGR. A palestra é uma ação de comunicação e formação que entra nesse plano — nunca o plano inteiro. Ela vale como evidência de uma engrenagem maior; sozinha, vira campanha de fachada. Tratamos da régua completa no guia de NR-1 e saúde mental no trabalho.

Como falar de suicídio numa palestra sem colocar ninguém em risco?

Com um palestrante que tenha repertório clínico ou vivência real, não com um motivacional genérico. A comunicação responsável foca em fatores de proteção, sinais de alerta e onde buscar ajuda — e evita descrever métodos ou romantizar a dor. O canal do CVV (188, gratuito e 24h) e os canais internos de apoio precisam ficar visíveis antes, durante e depois. Tema sensível não combina com improviso.

Palestra de superação serve para o Setembro Amarelo?

Pode servir, com cuidado. Uma boa história de superação inspira quando mostra o processo — a rede de apoio, a ajuda profissional, o tempo que levou. Vira armadilha quando sugere que bastava força de vontade, porque joga a culpa em quem não conseguiu. O ideal é combinar a prova de vida com autoridade técnica ao longo da campanha, para que a emoção não fique sozinha.

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