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Os melhores palestrantes de inteligência artificial para empresas

IA entrou na pauta de todo evento corporativo, e a maior parte das palestras sobre o tema erra o alvo. Doze nomes brasileiros que sustentam o assunto, separados pelo tipo de plateia que cada um resolve.

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Beatriz Almeida

Curadora-chefe de Conteúdo

·9 min de leitura
Palestrante apresentando slide sobre inteligência artificial, big data e evolução digital para uma equipe reunida em sala de reunião
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Não existe briefing de evento corporativo em 2026 que não passe por inteligência artificial. O problema é que a maior parte das palestras sobre o tema entrega a mesma coisa: um panorama de ferramentas que a plateia já viu no LinkedIn. Escolher bem um palestrante de inteligência artificial é, antes de tudo, saber qual das três conversas possíveis a sua empresa precisa ter.

Nesta curadoria estão doze nomes brasileiros que sustentam o assunto de verdade: pesquisadores, executivos que implantaram IA em operações de grande porte e pensadores que discutem o que a tecnologia faz com o trabalho e com a sociedade. Para cada um, quem é, o tema-assinatura e o tipo de plateia em que funciona melhor.

12Nomes nesta seleção
3Perfis distintos de palestra
60 a 90Dias de antecedência recomendados

Por que IA virou pauta obrigatória

A diferença entre 2023 e agora é que a conversa saiu do futuro. As empresas brasileiras deixaram de perguntar "isso vai mudar meu setor?" e passaram a perguntar "o que faço com o time que já está usando isso todo dia sem política nenhuma?". É uma pergunta de gestão, não de tecnologia, e ela explica por que a demanda migrou da palestra de tendências para a palestra de aplicação.

Na prática, três públicos diferentes pedem coisas diferentes. A diretoria quer entender onde investir e o que não é hype. A liderança intermediária quer saber como conduzir equipes que estão sendo reorganizadas pela ferramenta. E a base quer resposta para a pergunta que ninguém faz em voz alta na plateia: o meu trabalho continua existindo? Um único palestrante raramente atende os três bem.

Três perfis de palestrante de IA (escolha o seu)

  • O tradutor. Transforma conceito complexo em decisão de negócio. Ideal para convenção, plateia grande e público misto.
  • O praticante. Já colocou IA em produção em uma operação de verdade. Ideal para liderança, comitês e times de tecnologia, dados e produto.
  • O pensador crítico. Discute limites, ética, regulação e efeito social. Ideal para conselhos, jurídico, comunicação e eventos que querem provocar debate, não vender ferramenta.

12 palestrantes de inteligência artificial para empresas

1. Martha Gabriel, a tradutora de referência

Engenheira pela UNICAMP, mestre e doutora pela ECA-USP e com formação executiva pelo MIT Sloan, Martha Gabriel é autora de best-sellers sobre marketing, educação e IA, entre eles Inteligência Artificial: do zero a superpoderes. Professora da PUC-SP e palestrante premiada nos Estados Unidos, com passagens por Gartner, TEDx e Web Summit, é o nome que mais entrega quando a plateia é grande e heterogênea e o objetivo é sair da palestra com vocabulário comum.

2. Adriano Mussa, mitos e verdades para executivos

Reitor e Diretor de Inteligência Artificial na Saint Paul Escola de Negócios, Adriano Mussa é autor de Inteligência Artificial: Mitos e Verdades e construiu sua abordagem justamente sobre a fronteira entre expectativa e realidade. Funciona muito bem em evento de diretoria e comitê executivo, onde a pergunta em jogo é onde alocar orçamento sem comprar promessa.

3. Cezar Taurion, IA aplicada sem deslumbre

Cezar Taurion preside o Instituto de Inteligência Artificial Aplicada (i2a2) e é Head de Transformação Digital na Kick Corporate Ventures. Passou doze anos na IBM Brasil como diretor de novas tecnologias e liderou a prática de estratégia de TI na PwC. É o perfil de quem viu três ondas de tecnologia chegarem e sabe separar a que fica da que passa, algo valioso em plateia sênior e cética.

4. Arthur Igreja, inovação para plateia grande

Com mais de 150 apresentações por ano e circuito TEDx no Brasil, Europa e Estados Unidos, Arthur Igreja é autor de Conveniência é o Nome do Negócio e cofundador da AAA Inovação ao lado do economista Ricardo Amorim. É a escolha típica de abertura de convenção: energia de palco, leitura de tendências e capacidade de segurar um auditório de mil pessoas sem perder o conteúdo.

5. Caio Gomes, quem opera IA em escala no varejo

Físico pela USP e pela École Polytechnique de Paris, Caio Gomes é Chief AI Officer e Chief Data Officer do grupo Magalu, onde liderou a criação do WhatsApp da Lu. Antes, passou por Booking, Amazon, Nubank e Unico. Também é divulgador científico, com o canal O Físico Turista. É uma combinação rara de profundidade técnica e didática, que rende muito em plateia de tecnologia e produto.

6. Rayssa Küllian, IA na prática do lado de quem constrói

Rayssa Küllianlidera a prática de inteligência artificial da AWS na América Latina, com mestrado em IA pela USP e trajetória desde 2008 em empresas como IBM, BASF, Ericsson e Semantix. Fala de machine learning, NLP e dados a partir de projetos reais. Boa indicação para eventos de área técnica e para painéis em que a plateia vai perguntar "mas como isso funciona na nossa infraestrutura?".

7. David Dias, IA corporativa e o que ela muda na estratégia

Engenheiro químico com MBA pela FGV-EAESP, David Diasé Diretor de Artificial Intelligence, Robotics & Advanced Analytics para Brasil e América Latina na Accenture, com passagem anterior pela IBM. Defende a tese de que a tecnologia se tornou um novo fator de produção, argumento que costuma render bem em eventos de estratégia e de conselho.

8. Andrea Iorio, liderar gente na era da IA

Ex-diretor do Tinder na América Latina e ex-Chief Digital Officer da L'Oréal, Andrea Iorio é professor de MBA na Fundação Dom Cabral, colunista da MIT Technology Review Brasil e host do podcast oficial da NVIDIA no Brasil. Autor de quatro livros, é o nome indicado quando o recorte é liderança: como conduzir times, decisões e cultura num ambiente em que a ferramenta muda a cada trimestre.

9. Silvio Meira, a visão sistêmica

Engenheiro, pesquisador e empreendedor, Silvio Meira é um dos nomes mais respeitados do país em inovação e transformação digital. Fundador de centros e ecossistemas de inovação, atua na interseção entre ciência, mercado e sociedade e é conselheiro estratégico de empresas. Entrega menos lista de ferramentas e mais estrutura de pensamento, o que o torna ideal para conselho, alta liderança e eventos de longo prazo.

10. Ronaldo Lemos, regulação, direito e IA

Advogado e doutor pela USP, com mestrado em Harvard, Ronaldo Lemos é professor da UERJ e visitante em Columbia, já lecionou em Princeton, MIT Media Lab e Oxford, dirige o ITS Rio e foi idealizador do Marco Civil da Internet. É a escolha certa para eventos que precisam discutir a moldura em volta da tecnologia: dados, responsabilidade, regulação e risco jurídico.

11. Gil Giardelli, ética da inteligência artificial

Com 27 anos de atuação em inovação e economia digital, Gil Giardelli é professor, escritor e roboticista com foco em ética da IA. Leciona na Fundação Dom Cabral e na PUC-RS, foi professor convidado em Stanford, MIT e Imperial College e pesquisou o futuro do trabalho com IA no MediaX de Stanford. Já passou de mil e quinhentas palestras, repertório que aparece na capacidade de conectar tecnologia, cultura e sociedade.

12. Diogo Cortiz, IA e comportamento humano

Doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP, com pós-doutorado na Universidade de Salamanca e passagem como pesquisador visitante na Queen Mary University of London, Diogo Cortiz também é especialista em neurociência e comportamento. É quem melhor articula a pergunta que mais interessa ao RH: o que a IA faz com a forma como as pessoas pensam, decidem e trabalham.

Como escolher entre eles

O filtro é curto e resolve a maior parte das dúvidas:

  • Qual o nível de maturidade da plateia? Quem ainda não começou precisa de tradutor. Quem já implementou vai achar tendência rasa e quer praticante.
  • O evento quer decisão ou reflexão? Decisão pede quem operou. Reflexão pede quem pesquisa.
  • Qual o tamanho da sala? Auditório de mil pessoas pede quem domina palco. Comitê de vinte executivos pede quem sustenta pergunta difícil.
  • Tem sequência depois? Se a palestra é a abertura de um programa, escolha alguém que abra portas, não alguém que esgote o assunto.

Se você ainda está mapeando o cenário de pautas do ano, o panorama de tendências de palestras corporativas em 2026 ajuda a posicionar IA em relação aos outros temas. E se a busca é por nomes de maior alcance de público, vale olhar também os palestrantes mais cotados do Brasil.

O que faz uma palestra de IA fracassar

Os motivos se repetem com uma constância desanimadora:

  • Demonstração de ferramenta virando o conteúdo. Em seis meses aquele print está velho. O que envelhece bem é o critério de decisão, não a interface.
  • Nível técnico errado. Falar de arquitetura de modelos para a força de vendas, ou o inverso, dar uma palestra introdutória para o time de dados.
  • Ignorar o medo na sala. Quando ninguém aborda a questão do emprego, a plateia ouve a palestra inteira pensando nela. Palestrante bom traz o assunto antes que ele apodreça no corredor.
  • Terminar sem próximo passo. A empresa sai empolgada e sem política de uso, sem piloto e sem responsável. Duas semanas depois, nada mudou.

Palestra de IA não deveria terminar com a plateia impressionada. Deveria terminar com a plateia sabendo o que fazer na segunda-feira.

A boa notícia é que o Brasil formou, em poucos anos, um banco de nomes com densidade real sobre o tema, de pesquisadores a executivos que colocaram modelos em produção. Vale explorar a página de palestrantes de inteligência artificial e as seleções vizinhas de tecnologia e transformação digital, onde estão os nomes que resolvem os recortes mais específicos.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor palestrante de inteligência artificial do Brasil?

Não existe um só, e a pergunta certa é outra: qual perfil o seu evento precisa. Para traduzir IA para uma plateia de negócios sem jargão, Martha Gabriel e Adriano Mussa são referências. Para quem quer alguém que já implantou IA em escala, Caio Gomes, Rayssa Küllian e David Dias falam da operação. Para o debate crítico sobre regulação, ética e limites, Ronaldo Lemos, Gil Giardelli e Diogo Cortiz. O melhor nome é o que corresponde ao objetivo, não o mais famoso da lista.

Quanto custa uma palestra sobre inteligência artificial?

Segue a mesma lógica de qualquer palestra corporativa: especialistas técnicos e acadêmicos ficam na casa dos milhares de reais, enquanto nomes consolidados de circuito nacional, com livro e presença em mídia, trabalham em cinco dígitos. IA é um tema aquecido, o que aperta a agenda dos principais nomes e reduz a margem de negociação em cima da hora. Detalhamos as faixas e o que pesa no orçamento no guia sobre quanto custa contratar um palestrante.

Palestra de IA funciona para equipes que não são de tecnologia?

Funciona, e costuma render mais do que para times técnicos, desde que o palestrante seja escolhido para isso. O erro é levar alguém que fala de arquitetura de modelos para uma plateia comercial ou operacional. Para público não técnico, o que engaja é o concreto: o que muda no trabalho de cada área, o que a ferramenta faz bem, o que ela erra e onde a decisão continua sendo humana.

Qual a diferença entre palestra de IA e treinamento de IA?

A palestra abre a cabeça, alinha vocabulário e cria urgência. É o que faz sentido em convenção, kick-off ou abertura de um programa. O treinamento constrói habilidade, com mão na ferramenta e exercício. Muita empresa contrata palestra esperando resultado de treinamento e sai frustrada. O caminho que funciona é usar a palestra como abertura e o treinamento como sequência, com nomes diferentes para cada função.

Com quanta antecedência devo reservar um palestrante de IA?

De 60 a 90 dias para os nomes mais disputados desta lista, e de 30 a 45 para especialistas de circuito mais técnico. IA entrou no calendário de praticamente todo evento corporativo desde 2024, o que concentra a demanda nos mesmos poucos nomes, especialmente entre setembro e dezembro, alta temporada de convenções no Brasil.

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